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Obras. Frustração com atrasos e promessas descumpridas

Publicada em 17/05/17 as 09:48h por RADIO SAT BRASIL - 23 visualizações


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fonte: jornal de brasilia  (Foto: RADIO SAT BRASIL )

Por toda parte do DF, há obras que não saíram do papel e outras paralisadas, como o Jardim Burle Marx, no Plano Piloto; o Centro de Saúde 8 e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ambos no Gama. Em São Sebastião, a construção de um balão de acesso ao bairro Morro da Cruz até que está em andamento, mas sucessivos adiamentos são um sacrifício para a população.

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A entrega dessa última obra foi adiada para 26 de maio, mas deveria ter ocorrido na semana passada. O projeto foi feito pela administração regional em 2015, mas não tinha as medidas certas para a circulação dos ônibus. Por isso, a obra foi paralisada. A empresa desistiu do projeto e a Novacap assumiu há aproximadamente 60 dias, após a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Agefis removerem interferências, como postes e edificações.

"Não é um simples balão. Tivemos que fazer um trabalho de captação de água para evitar alagamentos, com a instalação de 30 bocas de lobo e uma galeria a quatro metros de profundidade", justifica o diretor presidente da Novacap, Júlio Menegotto. Outro fator que explica o prolongamento é a grande quantidade de habitações e o fluxo intenso de veículos nos arredores, o que impossibilitava a interdição e tornava o trabalho ainda mais lento.

Menegotto garante que 90% da benfeitoria está pronta. Ele alega que questões trabalhistas atrasaram a inauguração. "Sabemos que um dia de trabalho faz diferença e tivemos que lidar com acordos coletivos e assembleias", acrescenta.

Segundo o diretor, agora, os moradores de São Sebastião podem confiar: "Não temos por que descumprir esse prazo". De acordo com ele, o custo total da obra é de cerca de R$ 650 mil. Mas a assessoria da Novacap pondera que o valor chega a R$ 800 mil quando os serviços de sinalização, paisagismo e meio-fio são inclusos.

Insatisfação

A promessa de inauguração não alivia a insatisfação dos moradores. Para o casal Adelson José Machado, 42 anos, comerciante, e Edilene Soares, 28, cabeleireira, a população está abandonada. "O governo não cumpre nada dentro do prazo. Sabemos que uma benfeitoria leva tempo, mas atrapalha ainda mais o trânsito. Por isso, tem que ser feita dentro do cronograma. Estamos esperando por esse balão há muito tempo. Quase todo dia era um acidente, sem contar o engarrafamento", diz Adelson.

Já sua esposa alerta para a necessidade de faixas de pedestres: "Sei da complicação que é atravessar com criança. Há anos somos obrigados a trafegar nessa bagunça".

Toda vez que passa pela rotatória, o pedreiro Antenor Lobato da Silva, 28, ele se sente lesado. "É uma humilhação. Pago meus impostos e não tenho direito ao básico".

Devagar, quase parando

Quanto ao Jardim Burle Marx, situado no Eixo Monumental, a Novacap informa que as obras consistem em duas etapas. A primeira está com 66% executada, em ritmo lento. De acordo com a companhia, serviços como o plantio de árvores para atendimento à compensação florestal e conclusão das calçadas e ciclovias fazem parte dessa fase. Ainda segundo o órgão, o investimento é de R$ 8,23 mil.

Já em relação à segunda etapa, a instituição também admite que está em ritmo desacelerado. A Novacap argumenta que já notificou a empresa responsável visando a aceleração da execução. Essa fase está 47% concluída e o investimento é de R$ 13,28 mil. Além disso, já foi solicitado à CEB orçamento para implementação da iluminação pública definitiva. Contudo, também foi requerido à companhia energética a instalação provisória de cinco postes, que se encontra em análise. As duas etapas estão com previsão de conclusão para o final de 2017.

"Se, dentro de 15 dias, a empresa não retomar essa obra, vamos fazer a rescisão do contrato, que vence em junho. O mesmo vai acontecer com as obras na Rodoviária do Plano Piloto. O Jardim Burle Marx é uma construção que tem recurso empenhado, logo não justifica o atraso. Não podemos mais esperar nem deixar a situação como está", garante Júlio Menegotto, da Novacap.

Desistência

Já os moradores do Gama vão permanecer sem nenhuma previsão de entrega da reforma geral do Centro de Saúde 8 do Gama. Segundo o diretor organizacional de Atenção Primária da Secretaria de Saúde, Lucas Bahia, a intervenção na unidade, iniciada há três anos, continua paralisada há aproximadamente um ano e meio.

"A empresa que estava à frente da obra desistiu há quase um ano. A pasta até tentou negociar com a organização, que se mostrou irredutível. Atualmente, o caso está na Procuradoria Geral do DF em fase de distrato do contrato. Após esse trâmite, vamos abrir outro processo licitatório", explica.

Segundo o diretor, o valor total da obra chega a R$ 3,26 milhões. A verba é repassada pelo Ministério da Saúde pela Caixa Econômica Federal, que libera o dinheiro conforme as fases da reforma que vão sendo concluídas. Até o momento, já foi liberado 17% do total , o que corresponde a R$ 570 mil.

"Somente a primeira etapa foi finalizada, ou seja, a retirada da estrutura antiga, como o telhado e o piso, por exemplo. Agora, o centro está apenas com o esqueleto. A expectativa é de que, futuramente, toda a rede hidráulica e elétrica sejam trocadas", acrescenta Lucas Bahia.










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