Quinta-feira, 28 de Maio de 2020

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Brasil

Publicada em 19/05/20 às 06:15h - 62 visualizações
Covid-19: Sindivarejista estima que lojistas demitiram 45 mil pessoas no DF
Covid-19: Sindivarejista estima que lojistas demitiram 45 mil pessoas no DF

RADIO SAT BRASIL GOSPEL


fonte: correiobraziliense  (Foto: RADIO SAT BRASIL GOSPEL )

Primeiro bloco de comércios liberados para funcionamento oferece ao setor produtivo a oportunidade de recuperar perdas, que chegam a R$ 400 milhões e a 45 mil demissões no Distrito Federal. Suspensão começou a valer em 20 de março

João Forechi acredita que a retomada econômica será lenta: ''O movimento não vai ser igual era antes durante um bom tempo''(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Segmentos do comércio da capital voltaram a abrir as portas após 59 dias fechados. Nesta segunda-feira (18/5), serviços de corte e costura, lojas de calçados, roupas e extintores puderam retomar as atividades. A suspensão por conta do combate ao novo coronavírus começou em 20 de março, após a publicação do Decreto n° 40.539/2020. Com a medida, a rede pública de saúde conquistou resultados positivos, como o controle de casos que evitou a superlotação de hospitais, mas a economia de pequenos a grandes empreendedores acabou sendo impactada negativamente.

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Análise do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista) mostra que cerca de 45 mil moradores do DF foram demitidos nos últimos dois meses, período em que os prejuízos de lojas da capital passaram de R$ 400 milhões. Sebastião Abritta, vice-presidente do sindicato, diz que os danos atingiram uma situação dramática. “Pelo menos 350 lojas de entrequadras e de shoppings do DF não voltarão a abrir, porque os proprietários não terão como pagar os aluguéis atrasados, impostos, folha salarial dos empregados e reposição de estoques”, diz.

João Lino de Souza, 54 anos, viveu essas dificuldades na pele. Proprietário de uma loja de roupas em Taguatinga, ele comemorou a reabertura do comércio, lembrando de dois meses difíceis que deixou para trás. “Temos um negócio familiar, então as contas pesaram e tivemos que fazer muitos cortes no dia a dia em casa e na loja. Foi um período muito complicado, porque não tínhamos a renda das vendas, mas precisamos continuar pagando aluguel, IPTU, salários de funcionários”, conta. O empresário detalha que comércios que chegavam a vender R$ 80 mil em produtos passaram a vender R$ 7 mil com portas fechadas para os clientes.

No caso dele, que trabalha com roupas de tamanhos especiais, há ainda o obstáculo de poucas vendas por delivery, pois muitos clientes precisam experimentar o produto. “Agora, vamos esperar para ver como vai ser a retomada. Mas sei que os fracos não vão aguentar. Loja pequena vai fechar. Até porque o horário de abertura tem que ser às 11h, isso ainda traz perdas ao comércio”, avalia. O filho, João Vitor Forechi, 26, também voltou ao trabalho na loja do pai, ontem, e imagina resultados demorados. “Nós tivemos que antecipar férias, fazer a suspensão temporária de contratos, negociar aluguel. E, daqui para frente, acho que o movimento não vai ser igual era antes durante um bom tempo. Vai demorar para ter as contas em dia”, observa.

Critérios

Há uma série de critérios para a reabertura dos estabelecimentos no DF. Conforme decisão da juíza Kátia Balbino de Carvalho, da 3ª Vara Federal Cível, a retomada das atividades deve ser realizada em blocos. Na ordem judicial, Kátia cita que “qualquer medida que tomarmos deve ser feita em fases, para refletir a situação do país”, mesmo entendimento defendido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, setores vão reabrir a cada 15 dias. Além disso, os estabelecimentos com atendimento de clientes dentro do comércio devem funcionar apenas entre as 11h e as 19h. Também é necessário, por exemplo, garantir a distância entre clientes, fornecer equipamentos de proteção aos empregados e aferir a temperatura de quem entra (veja As regras).

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No primeiro dia de permissão de comércios, estabelecimentos que cumpriam as obrigações à risca eram exceções. É o caso da loja em que Rosângela Oliveira, 39, é gerente, em Taguatinga. O local deixou apenas uma entrada, para ter controle dos clientes, medir a temperatura e passar álcool nas mãos antes que eles tocassem nas roupas. “Aqui cumprimos todas as recomendações. Também instalamos seis pontos de álcool em gel espalhados pela loja, deixamos os colaboradores que fazem parte do grupo de risco em casa, como gestantes e idosos, e não aceitamos ninguém entrar sem máscara”, explica. Confiante, Rosângela acredita que o movimento de clientes deve voltar com força neste mês. “Isso é bom, porque muita gente está sendo demitida com lojas quebrando”, lamenta.

No estabelecimento, também foram colocados informes nas paredes e são passados avisos em caixas de som, com recomendações dos órgãos de saúde. Francineide Oliveira, 39, conta que aprovou a volta do comércio. “Aproveitei para comprar umas calças logo no primeiro dia da reabertura, porque preciso de umas peças para trabalhar. Sou diarista e estive em serviço todos esses dias. As contas não param, tive que continuar também”, conta. Porém, ver as recomendações sendo aplicadas acaba gerando uma sensação maior de segurança. “Entrei na loja, mediram minha temperatura e me deram álcool, isso faz com que eu me sinta mais protegida e é até bom, porque sei se estou com febre ou não”, aponta.

No lado dos exemplos negativos, cidades como Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, que figuram entre aquelas com maiores incidências proporcionais de casos da covid-19, contavam com inúmeras lojas abertas de forma irregular. Vendas de ambulantes nas ruas também causavam aglomerações. Gilmaria Dias, 42, visitou alguns comércios, ontem, e contou só ter visto álcool em gel em dois deles. “Comprei umas roupas para a chegada do frio, que está começando, mas vi poucos locais cumprirem todas as determinações”, afirmou a técnica de enfermagem.

O Governo do Distrito Federal (GDF) instaurou uma força-tarefa para fiscalizações, composta por representantes da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divsa), da Secretaria de Transporte (Semob), do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, do Procon-DF, entre outros órgãos.

As regras

Obrigatoriedades do comércio

» Funcionamento no período das 11h às 19h (exceto em casos de operações de entrega em domicílio, pronta-entrega em veículos e retirada do produto no local, sendo proibido o uso de mesas e cadeiras aos consumidores);
» Garantir a distância mínima de dois metros entre as pessoas;
» Fornecer equipamentos de proteção individuais a todos os empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço;
» Organizar uma escala de revezamento de dia ou horário de trabalho;
» Proibir o trabalho de pessoas consideradas do grupo de risco, como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades;
» Fornecer álcool em gel 70% para todos os clientes e frequentadores;
» Manter os banheiros higienizados e com materiais de limpeza e higiene para empregados, colaboradores, terceirizados, prestadores de serviço e consumidores;
» Aferir a temperatura dos consumidores, empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviços, registrando os dados dos funcionários em planilha;
» Impedir a entrada no estabelecimento e orientar a procurar uma unidade de saúde caso seja constatada temperatura igual ou superior a 37,3 °C;
» Utilizar máscaras de proteção facial.

O cronograma

Confira os blocos de reabertura de estabelecimentos do DF:

Bloco 1 — Primeiros 15 dias
» Atividades comerciais: atacadistas, representantes comerciais e varejistas; atividades de serviços: informação e comunicação;
» Atividades profissionais, científicas e técnicas: agências de publicidade e consultorias
» Atividades administrativas e serviços complementares: agências de viagem, fornecimento e gestão de recursos humanos; atividades associativas.
Bloco 2 — Após os primeiros 15 dias
» Shoppings e centros comerciais.
Bloco 3 — Após 30 dias
» Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas; serviços ambulantes de alimentação; serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza.
Bloco 4 — Após 45 dias
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» Atividades de exibição cinematográfica (cinemas); artes, cultura, esporte e lazer (academias, espetáculos, bibliotecas, Jardim Botânico, clubes sociais, parques de diversão e eventos; atividades de organizações religiosas (igrejas, templos, etc.); feiras livres; educação e administração pública.


Palavra de especialista 

Aumento de casos é certo

“Certamente, haverá um aumento no número de casos com a reabertura do comércio, nos próximos 10 ou 15 dias, que é o esperado quando há qualquer flexibilização. Mas, se o aumento do número de contaminações conseguir ser bem suportado pelo sistema de saúde, isso vai abreviar o tempo em que nós vamos precisar das medidas de distanciamento, então a nossa pandemia pode acabar mais cedo. Tem que ser feito tudo de maneira bem controlada. As medidas para frequentar os ambientes são as mesmas amplamente divulgadas. Usar bastante álcool em gel, evitar tocar o rosto e estar sempre de máscara, principalmente.”

Alexandre Cunha,  vice-presidente da Sociedade de Infectologia do DF


fonte: correiobraziliense


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